
“Você era como o fogo, inquieto, bravo, tão belo mas ao mesmo tempo tão perigoso. Não deixava ninguém te controlar e sempre seguiu os seus próprios instintos e escolhas, sempre devastando tudo o que se atravessasse entrar no seu caminho, você acabara se amaldiçoando com uma jornada solitária e triste, pois todos adoravam admirar-te, porém de longe, de uma maneira tímida. Apesar de todo brilho você também causava medo e dor, e ninguém em sã consciência gostaria de correr tal risco. O meu grande erro foi ser uma mariposa. Uma mariposa que foi extremamente atraída pelo brilho de suas chamas e por todo aquele seu perigo. E por mais que soubesse dos perigos, não foi impedimento o bastante para mudar-me a ideia de correr atrás dessa missão suicida. E assim eu fui atraída para o meio de suas chamas, cegamente eu fui atras de toda dor e de todo sofrimento, mesmo que meu cérebro me dissesse o quanto iria ser ruim continuar seguindo em frente com esse pensamente estúpido, toda a beleza que meus olhos viam me trazia certa confusão. “Como algo tão lindo poderia ser tão mortal?” Era o pensamento que constantemente passava pela minha cabeça, seguido de “Porque não olhar mais de perto?” e “Eu aguento mais um pouco”. E desse modo eu fui aos poucos me aproximando, e você foi me envolvendo em sua beleza estonteante, cada vez mais. Eu não conseguia mais parar… Havia chegado a um ponto que era impossível voltar atras, pois naquele exato momento eu era sua, eu estava enfeitiçada, você me tinha. Meus sentidos pararam completamente de responder meu cérebro, e tudo o que eu queria era ficar ali, observando aquele inquieto fogo que em alguns instantes me consumiria aos poucos, e faria do meu coração, um monte de cinzas”





